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terça-feira, 29 de junho de 2010

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Quem sabe um dia

Quem sabe um dia,
Muito além do próprio dia,
Quando enfim voares que nem uma harpia,
Muito além da poesia,
Nossas bocas se achem.

Quem sabe um dia,
Muito além da poesia,
Onde o sol é sempre dia,
Nossos corpos
Sedentos de abraços
Se esbarrem, se encostem,
Se encontrem e se completem.

Quem sabe um dia,
Muito além da poesia,
Muito além de tua discutível alegria,
Nossos olhos,
Sedentos de olhares,
Finalmente se vejam, se compenetrem,
Se entreguem.

Quem sabe um dia,
Nossos sonhos, já sem esperança,
Se desfaçam na própria crença
E se façam verdades.

E nós dois, a nos perguntarmos:
O que fiz de minha vida até agora?
Vivamos, pois, tudo o que sonhamos!

O que sonhamos
Além da poesia,
Além do horizonte,
Além da tua triste alegria,
Além da crença de estarmos vivos......

...Além de tudo.

Deslimite


Quero o deslimite de poder limitar-me.
O quero em toda sua força.
Desbravando-me o que sou.
Reinventando os meus limites, descobrirei que não me limito.
Serei eu em toda minha forma,
A mais infinita força do que sou,
Nas minhas intensidades e paixões.
E serei apenas isso:
O todo sem a parte e a parte sem o todo.
Tudo estará além de mim...
...Desmedidamente.
Sem medos, sem traições, sem desilusões.
Somente eu em minhas próprias ilusões.
Somente eu e esse “não limite”,
A tentar, em vão, limitar a única coisa que me encerra:
Esse eterno devir.
(Que não me sossega).

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A grande descoberta


Mostra, de todos,
O teu sorriso mais amigo.
Fazei dos momentos felizes
Apreciavelmente inesquecíveis.
(Aveludai a vida, enfim!)
E não olhai à tua volta, a tudo,
Com os olhos da carne, apenas.
Compenetrantemente, pois,
Assim também deveis.
E descobrirás na natureza morta
(Onde tudo se esconde)
A mais importante valia...
...Da compreensão mais fiel do amor
(Da vida).

Você vai e não vai

Você vai e não vai.
E quando vem, nunca volta.
Abre minha janela,
Bate-me a porta.
E essa estrada,
Quase torta,
Quase te entorta
(Mas isso não te importa).
Vai assim...
...Não por muito tempo.
Voltas, mas não tem volta.
Contornas, retornas...
...Enquanto o tempo vai mudando...
...Nem mais um abraço,
Nem mais um beijo,
Nem mais um desejo.
Somente o retorno.
Que é tudo.
(Já quase nada).

Quem és tu?

Quem és tu?
Que chegaste quando ainda nem totalmente me veio.
Que me olhas com amor e com ele me deixa
Na esperança de ter o que ainda não tenho.
Quem és tu?
Que me encontra e ainda nem te encontraste.
Que me tens e não sabes o tanto
Nesse amor que é verdadeiro.
Quem és tu?
Que sofreste nas amarras da vida.
Que por conta limita a tua crença
Na entrega do amor que te trago
(Que é só teu).
Quem és tu?
Que mesmo reconhecendo em meus olhos
A alegria de ter-te em minha vida,
Sobressai apenas essa esperança
De seres,
Um dia,
O que agora já és.

Sonhas

Sonhas...
...Que será dia para a tua alma,
Revelando-te o sol que há em ti.
Que sou eu...
...A te iluminar noite afora!
Com meu amor, como lampejo,
Com meu farol te trago um beijo
E simplesmente te digo:
Boa noite, meu amor.