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terça-feira, 13 de julho de 2010

Infinitude

Entre o céu e o inferno de mim,
Eu mesmo me basto.
De ponta-cabeça, ao avesso de mim,
Eu mesmo me basto.

Não por ser completo...
Pois, meu ser, inquieto, é de longe repleto.
Mas a imagem reflexa é a plenitude do que sou;
No mais puro movimento de minha alma...
(para quem enxergar em mim o amor).

domingo, 11 de julho de 2010

Cala a boca Galvão!

Porção

Não quero a metade.
Só o todo me contenta.
Não quero pedaços.
Pois o que era parte já não é nada,
Porque nada era
(E eu nem sabia!).

Sou um ser por inteiro.
Só caminhos inteiros me interessam.
Não me leves se não for por inteiro!
Assim, deixo apenas que me levem minhas palavras
(Parcela da imensidão que sou).
Fagulhas de minha própria vida.

Que para mim não tem ponteiros,
Não tem medidas,
Não tem sim.
Não tem não.
Somente a estrada...

... Por onde tudo vejo.
E eternizo em poucas frases
Tudo aquilo a que não me pertence,
Mas que finjo a mim pertencer.

E assim, intensamente,
De mãos sempre dadas com o destino,
Caminho por essa estrada a sorrir
E a descobrir muito mais a mim mesmo,
Do que a essa velha estrada
(Que também sou eu)...
... Sempre a me conduzir.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Que futuro?

      Gosto de me reportar ao passado. Pois é no passado que nos deparamos, quase sempre, com as respostas que desejamos ter no presente. É também no passado que verificamos o quanto a vida é breve e que o “futuro”, é apenas o “presente” que se atrasa a nosso encontro. É que nele são depositadas sempre as melhores expectativas e isso, justamente isso, o torna vaidoso - fazendo com que sempre se atrase a nosso encontro. Como um velho amigo que marcamos para tomar um café que, ao chegar atrasado ao encontro, se desculpa e nos diz: cheguei. Assim é o tempo. Percebo, com isso, que o futuro é agora. Pois se o passado está sempre presente ao “presente”, o futuro apenas se camufla. Foge de nossa percepção. Mas se esmiúça em pequenos atos do presente, em partes – como em um imenso quebra-cabeça. Mato um leão por dia. Assim me ensinou a vida. Vivo um dia de cada vez. Pois “amanhã” poderá ser o que eu jamais verei ou viverei. Mas sem exageros. Mas também sem caretices. É que não tenho mais tempo para isso – muito menos agora, justo agora, que compreendo as manobras do tempo!

      Vejo as rugas que trago em meu rosto e elas me revelam que o tempo está passando diante de mim. Mas também me afirmam que eu não estou passando diante dele. Acho que estamos nos entendendo. Acho que estamos nos tornando amigos. Justo eu que achei que não teria tempo para isso – e nem ele muito menos. Acho que vou dar tempo ao tempo. Um dia, ainda escreverei sobre isso. Mas será que ainda terei muito tempo para tudo isso? Bem, mas que diferença isso faz? Será que alguém desperdiçará o seu tempo para ler um texto desses, meu Deus? Haja tempo para entender tudo isso!



segunda-feira, 5 de julho de 2010

Alimento


Há quem se alimente do que não é seu.
Há quem se alimente da vida.
Há quem se alimente do amor que não lhe pertence.
Há quem nem se alimente.
Há quem vive a vida que não é sua,
Já dormente de esperanças,
Adormecida em si mesma.
Só o tempo muda um coração...
...Que segue o seu caminho.
Só a vida é que nos talha,
O que os olhos cegos não nos deixam ver.
É quando o óbvio se torna óbvio,
A dor se torna a dor,
O amor se torna amor,
(A vida se torna verdade).

sábado, 3 de julho de 2010