Não quero a metade.
Só o todo me contenta.
Não quero pedaços.
Pois o que era parte já não é nada,
Porque nada era
(E eu nem sabia!).
Sou um ser por inteiro.
Só caminhos inteiros me interessam.
Não me leves se não for por inteiro!
Assim, deixo apenas que me levem minhas palavras
(Parcela da imensidão que sou).
Fagulhas de minha própria vida.
Que para mim não tem ponteiros,
Não tem medidas,
Não tem sim.
Não tem não.
Somente a estrada...
... Por onde tudo vejo.
E eternizo em poucas frases
Tudo aquilo a que não me pertence,
Mas que finjo a mim pertencer.
E assim, intensamente,
De mãos sempre dadas com o destino,
Caminho por essa estrada a sorrir
E a descobrir muito mais a mim mesmo,
Do que a essa velha estrada
(Que também sou eu)...
... Sempre a me conduzir.