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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Quarenta Verões

Há quarenta verões parti de um cais.
Rumo ao desconhecido.
Pela jangada da vida, fiz e faço a travessia.
Fortes ventos me trouxeram até aqui.
Alguns, quase me derrubaram.
Outros, que de tão fortes, pensei que me destruiriam.
Quando, na verdade, era apenas para me refazer.
Construí-me e me reconstruí nessa doce jornada.
A vida nada mais é do que vivê-la.
Intensamente.
Trago as velas sempre hasteadas e uma louca esperança no peito:
Que a viagem começa a cada segundo.
A cada novo vento.

Espera



E eu esperei.

Guardada, bem quietinha, feito criança,
Era assim minha esperança.
Meu presente é tão grande,
Que não cabe nesse poema!
Cabe no tamanho do meu sorriso.


Cabe no tamanho de minha alegria.

E no tamanho de certa alma – a me espantar.
Não há de ser de medo.
Há de ser para minha lembrança,
Que quem espera,
Bobo alcança...
...A sorrir e a se abestalhar.
A tudo isso
(que é o começo).
De uma nova espera.
Há de ser essa nova espera,
O bom de toda esperança!
Amo-te e nem pensei que tanto amaria.
Amo porque amo.
Simplesmente isso.
Que de tão bobo que me deixas...
...Que acho melhor parar de escrever.


sábado, 11 de dezembro de 2010

A lista

A lista

Inventei uma lista de prioridades.
Nela não cabem dissabores.
Nela não tem desamores.
O velho amor é o mesmo amor de sempre
(guardado naquilo que sou).
E sou eu...
...A listar-me enquanto essência.
Sem novo amor, sem nova vida.
Apenas a minha paz.
Eu e ela.
Nada mais.
E como é grande essa palavra de três letras!
Há semanas que ela me domina o peito.
Há semanas que ela me invade a alma.
De tão grande,
Que já não cabe mais nada em minha lista de prioridades.
Minha lista de prioridades está fechada!
Não há lugar para mais nada.
Para que viva a minha paz permaneça,
Para que a lua não pereça,
Para que meu olhar de ternura não me deixe,
Para que o mau humor desapareça
E que o amor nunca me esqueça.
(Nunca pensei que a paz fosse me deixar egoísta).