Entre o vale das sombras
E o sol ao céu esculpido,
Há um lugar de demência
Que se esconde em cada sorriso.
Sim, há uma falsa alegria!
Modelos de sonhos, caprichos de desejos.
Tudo sobrepõe o que não deveria.
Palavras, gestos, atos.
São expressões da pura agonia.
Da pura agonia que há nesse universo.
Que se chama futilidade.
Desse universo sem flores, sem bom dia,
Sem alma...
...(sem vida).
Oh! Universo das futilidades!
Consome-se tudo o que podem em teu nome,
Mas menos a mim!
Que apenas te observo e que sei o teu nome.
Mas não sabes o meu nem de onde vim.
Que ditas às regras, as crenças, os sonhos...
...menos a mim.
Que apenas te olho.
E vejo as massas a cumprir teu ritual de dança,
De crença, de desejos.
De desesperança.
Vivo sem ti,
Mas não vives sem mim.
Pena que, quem amo, não pense assim.
Pois entre o fútil e o sim,
Há um vale perdido onde se esconde o “não”.
Pouco convicto de si,
Pelo desuso de suas letras.
E quem não o usa se perde.
Nesse universo fútil e frio,
Desprovido estará.
Sem rumo.
Sem vida.
E de bar em bar, de festa em festa,
Estancar a sangria de uma solidão que castiga.
De uma tristeza que não se sabe de onde vem.
Mas eu sei!
Decore esse nome: Universo das Futilidades.
Pode ser que você nem perceba,
Mas pode ser que você viva nele e nem saiba.
E talvez morra e nem descubra,
Por não dar valor ao que se deveria dar valor,
Sentir o que se deveria sentir,
Viver como se deveria viver.
Sou homem.
Já fui macaco.