Mostra-me quem és.
Coloca na avenida a tua escola de samba.
Vem morrer de amor,
Pois é a única morte bem morrida.
Lava com meu gozo as tuas feridas.
Espalha em teu peito essa intensa alegria.
Ser, naquilo em que a dor quer impedir,
É o que nos há de maior que podemos ser!
Ser, naquilo em que ocultas e forças em obstar,
É o que de mais belo há quando sorris.
Singela demais é a mediocridade em não se permitir.
Grandiosa demais é a alma
(Quando ela é sem fim).
Foge da masmorra, foge...
...Assim, deixe que eu te conte um segredo:
O relógio não pára; a terra sempre gira.
E o tempo nunca se esquece,
De quem o esqueceu um dia.

