Seguidores

terça-feira, 26 de julho de 2011

Esconderijo



Mostra-me quem és.

Coloca na avenida a tua escola de samba.
Vem morrer de amor,
Pois é a única morte bem morrida.
Lava com meu gozo as tuas feridas.
Espalha em teu peito essa intensa alegria.
Ser, naquilo em que a dor quer impedir,
É o que nos há de maior que podemos ser!
Ser, naquilo em que ocultas e forças em obstar,
É o que de mais belo há quando sorris.
Singela demais é a mediocridade em não se permitir.
Grandiosa demais é a alma
(Quando ela é sem fim).
Foge da masmorra, foge...
...Assim, deixe que eu te conte um segredo:
O relógio não pára; a terra sempre gira.
E o tempo nunca se esquece,
De quem o esqueceu um dia.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Medida Certa


Medida Certa

Trago-te sol, para as tuas tardes de sombra.
Trago-te algumas gramas de amor,
Um quilo de desejo e outros tantos de alegria.
Busco nos teus olhos os campos em flores,
De teus insólitos desertos.
Cheio de amor,
Minha alma aos poucos se esvazia...
...Pingando como soro, em gotas,
Em tuas veias desidratadas pela dor.
Sobre a mesa, a garrafa vazia.
Lembrando-me certo vazio
(Que busco compreender),
Enquanto dele também me embebedo.
Sob cada gesto pálido,
Uma certeza me invade:
O quão é cheio de tolice
O amor desamado.
O quanto se invade de nada,
O tudo que deveria ser tudo.
Porque insiste ser nada?