Medida Certa
Trago-te sol, para as tuas tardes de sombra.
Trago-te algumas gramas de amor,
Um quilo de desejo e outros tantos de alegria.
Busco nos teus olhos os campos em flores,
De teus insólitos desertos.
Cheio de amor,
Minha alma aos poucos se esvazia...
...Pingando como soro, em gotas,
Em tuas veias desidratadas pela dor.
Sobre a mesa, a garrafa vazia.
Lembrando-me certo vazio
(Que busco compreender),
Enquanto dele também me embebedo.
Sob cada gesto pálido,
Uma certeza me invade:
O quão é cheio de tolice
O amor desamado.
O quanto se invade de nada,
O tudo que deveria ser tudo.
Porque insiste ser nada?

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirLembrarei sim...rs. Você é minha leitora mais assídua, talvez a única...pelo menos é a única que manifesta comentários...rsrs. abraço.
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